Remarcação de chassi: o que é, como funciona e como fazer corretamente?

Você já deve ter ouvido falar nas várias formas de identificação de um veículo, não é? CNH, CRV, Renavam e por aí vai. São tantos códigos que fica até difícil lembrar. Mas será que você sabe como o chassi remarcado funciona?

O número de 17 dígitos também é uma forma de identificar o veículo — revelando pontos como origem, modelo e fabricante. Vamos contar isso ao longo do post, explicando do que se trata e quais são as formas de fazer corretamente. Veja só:

O que é a remarcação do chassi?

A remarcação de chassi acontece quando a identificação original é danificada. Isso pode ter relação com oxidação natural, acidente ou até adulteração fraudulenta em casos de furtos e roubos. Em sinistros — quando danos cobertos por seguradoras acontecem — o carro também volta para o mercado esse tipo de mudança.

Por isso, você vai precisar conhecer o histórico do veículo para entender as razões da remarcação. Quando feita de forma ilegal, dificulta a identificação do verdadeiro dono do carro e sua localização.

A remarcação correta só pode ser feita com uma autorização de uma autoridade de trânsito, sempre em locais certificados. Após o procedimento, a empresa ainda precisa enviar uma foto revelando o resultado da remarcação ao Detran.

Como funciona a remarcação de chassi?

O chassi conta com letras e números misturados, se mantendo em várias partes do veículo como motor, assoalho, vidro,etc. Carros com um maior tempo de fabricação sofrem com o efeito da ferrugem e podem precisar passar por remarcação.

Nesses casos, o veículo precisa estar com todos dos débitos em dia. Isso inclui multas, licenciamento e IPVA (a oxidação pode ser minimizada, evitando umidade e tomando cuidado com a maresia). A autorização tem validade de 30 dias e a numeração aparece com a descrição “REM” no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) e no próprio chassi, abaixo do numeral.

Qual a desvantagem de um veículo com o chassi remarcado?

O principal ponto negativo ligado ao chassi remarcado é a desvalorização do veículo, chegando a baratear até 30% da Tabela FIPE na hora da revenda — e levando à recusa da venda em alguns momentos. Essa é a razão pela qual os cuidados com a estrutura são tão necessários.

Outro problema comum é na hora do financiamento. Em alguns casos, os valores de entrada cobrados são mais altos e as opções de pagamento menores. Isso porque a procedência do veículo é mais questionada e a transação envolve mais riscos.

Também é comum encontrar carros com chassi remarcado tendo comercializados em leilões. Aqui, é preciso ficar de olho porque o pagamento deve ser feito à vista e o estado do carro nem sempre é bom.

Tem como saber o motivo da remarcação do chassi?

Você pode descobrir se o chassi é original esse tipo de informação por meio de consultas, conflitando as informações do próprio veículo e as fornecidas pelo revendedor. Alguns sites do próprio Detran permitem a consulta de informações usando a numeração.

Não só isso: as fabricantes disponibilizam nos sites a possibilidade de fazer a consulta. Aqui, é possível descobrir o tipo de incidente que o carro pode estar exposto, como incêndios, acidentes e fraudes. Os decodificadores de chassi ainda oferecem uma outra opção tecnológica que traz acesso rápido às informações do veículo.

Lembra de quando citamos as vendas em leilões? Então, verificar se o carro tem origem nesse tipo de comércio ajuda a descobrir as razões da remarcação, como avarias graves e colisões.

Seguro aceita veículo com remarcação do chassi?

De forma geral, a recusa em seguros varia de acordo com as opções da própria seguradora, assim como sua aptidão para riscos. Isso é determinado por órgãos regulamentadores.

Como as seguradoras descobrem isso? Ao entrar em contato com a empresa, você vai precisar levar o carro em uma vistoria prévia. O objetivo é analisar o estado de conservação e vários outros fatores.

É nessa etapa em que é feita uma análise de riscos do carro. Se a seguradora constatar que as chances de novos sinistros são altas, os valores e as condições mudam. É importante diferir da vistoria cautelar, usada para processos de compra e venda do carro.

Como fazer a remarcação corretamente?

O processo de remarcação varia de acordo com as regulamentações do Detran de cada estado. De forma geral, alguns documentos são exigidos, como CRLV, documento de identidade, notas da venda ou comprovantes de compra, requerimento e comprovante de endereço.

Alguns estados cobram taxa de vistoria. Com a autorização em mãos, é preciso ir a alguma oficina credenciada, listadas em boa parte dos sites do próprio Detran. Nesse caso, outros documentos podem ser exigidos de acordo com o tipo de ocorrência e isso serve para comprovar o fato.

Por exemplo: na remarcação por roubo, boletins de ocorrência criminais e laudos são requisitados. Em acidentes, por sua vez, um BOAT (Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito) pode ser suficiente.

Quais cuidados tomar para evitar chassis adulterados?

Nem sempre percebemos quando compramos um carro com chassi adulterado e isso pode trazer várias dores de cabeça. Ainda assim, você pode conflitar as informações se verificar os vários detalhes.

A placa do carro, por exemplo, fornece informações que permitem consultas sobre a procedência e o histórico do veículo. Verificar os furos e os lacres pode ajudar a perceber sinais de fraude. Outro ponto importante é o odômetro, registrando a distância percorrida. Os analógicos podem ser alterados de forma manual, diferentemente dos digitais (esses, deixam registros das fraudes).

Como você viu, a remarcação de chassi pode estar ligada a motivos muito variados. Comprar veículos com essa característica é uma coisa que deve ser feita com um certo cuidado, já que a origem pode estar em problemas graves, como furtos ou acidentes.

Tenha em mente que cada dígito revela uma informação diferente. O primeiro diz respeito ao continente do carro, já o segundo tem relação com o país de origem. O terceiro revela informações sobre a marca e a sequência continua.

O que acha de descobrir informações sobre o carro em parceria com quem tem experiência no assunto? Então, entre em contato com a gente!

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DATE: mar 6, 2020
AUTOR: Maylan Moreno
Histórico Veicular, , , ,

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